terça-feira, 1 de junho de 2010

Dada Is Music - Impressões

Aqui é simples, impressões de shows feitas por mim ou pelos amigos ao redor do globo.

Abrindo o espaço, Lari escreveu sobre o primeiro show do Camera Obscura em São Paulo e a Ana sobre Broken Bells em Seattle.

Camera Obscura
São Paulo 26/05/2010



"Hello, we are Camera Obscura"
A frase óbvia provoca um friozinho na barriga. Espere, já sabemos quem eles são, mas Tracyanne Campbell falando isto na sua frente muda completamente o significado, a noite começou.
Música seguida de música, um doce balanço, eram trechos entrando na alma e o corpo respondendo dançando de lá pra cá. Todas as voltinhas, pequenos sorrisos entre timidez, a cada música reconhecida nos primeiros segundos um novo tipo de alegria, era demais para alguns corpos que precisavam se inclinar levemente para trás e aproveitar aquela linda voz, voz que perfumava o ar. E como se sorria!

Se alguém esbarrasse em você, pisasse no seu pé, você sorria.
As palmas estralantes com "Come Back Margaret", e de repente o lugar parecia um playground onde todos brincavam de cantar, dançar e bater palmas, eram todos crianças apaixonadas. Inocente eu cantava junto e forte "I'm ready to be heartbroken",
"I wanted to control it, but love I couldn't hold it", "I wish my heart was as cold as the morning dew but it's as warm as saxophones in and honey in the sun for you", "Maybe you should travel with me", "I’m a funny little thing", com a mão no coração, realmente querendo dizer tudo aquilo, eram minhas palavras também, minhas músicas.

O fim não parecia o fim, era bonito e nada tinha acabado, cada um levou um pouquinho do que aconteceu naquela noite pra casa, e não deixou de sorrir, disso eu tenho certeza.

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Broken Bells
The Morning Benders & Broken Bells
Showbox, Seattle, WA 25/05/2010




Dia 25 de maio foi um dia bastante aguardado por mim. Quando eu escutei Broken Bells pela primeira vez, ainda em Janeiro quando o álbum vazou e nem era a versão que acabou sendo lançada em Março, foi amor à primeira ouvida.
Acabei ganhando o ingresso de presente de aniversário mas teria pago os $35 de qualquer maneira. O ingresso mais caro de show até agora. E esgotou em menos de uma semana.

A banda de abertura foi The Morning Benders e eu não conhecia. Geralmente pesquiso sobre bandas de abertura pra não lamentar depois que não aproveitei o show como poderia por não conhecer as músicas e depois elas se tornarem maravilhosas.
Não chegará a tanto com o MB porque eu aproveitei o show ali na hora mesmo.
Eles fazem esse indie pop com um ar meio antiguinho e melodias bonitas.
A voz do Christopher Chu fica ótima ao vivo e eles fecharam o set de 45 minutos com a primeira música do CD novo deles (“Big Echo”), “Excuses”. Me arrancou sorrisos.
Fico feliz por ter tirado fotos, geralmente nem tiro a câmera da bolsa pra bandas de abertura e ainda não me arrependi disso.

Meia hora depois vem a atração principal da noite. Os shows aqui são muito pontuais. Geralmente tem cartazes colados com o horário dos shows da noite. Algo do tipo “The Morning Benders: 9:00-9:45PM, Broken Bells: 10:15-11:30PM”. Eu estava esperando o setlist igual ao da mini-tour antes do lançamento do disco: as dez faixas tocadas na ordem. Ligeiramente decepcionante pela ausência do fator surpresa mas nada terrível tendo em vista que o CD é ótimo. Eu estava bem na frente e quando trouxeram os setlists eu já sabia que a turnê oficial seria mesmo diferente. Achei bom.
Apesar de que mesmo assim tiveram combos com a mesma ordem do CD.

Deve ser difícil pra eles separar, já que algumas das canções são continuações naturais das anteriores, como “Mongrel Heart” e “The Mall & Misery”, por exemplo. “The Mall & Misery”, aliás, me arrancou uma lagriminha. A intro fica linda amplificada daquele jeito, não teve como. E sou uma menina, então posso fazer essas coisas de ser sensível de vez em quando.

O mais encantador pra mim foi assistir àquelas canções serem construídas ali na minha frente, com 3, 4 guitarras ao mesmo tempo, teclados, baixo, bateria – a banda tem sete músicos. O Danger Mouse tocou mil instrumentos e foi meio ranzinza ignorando os gritos de “dêêindjá!” que vinham da platéia de vez em quando. Mas ele é produtor e está acostumado a ficar nos bastidores, acho que BB é o primeiro projeto que ele de fato toca ao vivo na frente de pessoas. Entendo. Já o James Mercer é simpático e sorri e tem aquela voz e te faz sentir em casa. O show ficou parecendo curto demais, tem uma música misteriosa no setlist que não foi tocada e eu quero mais. Eles estão esgotando ingressos em todos os lugares e não fico surpresa. Quem sabe um dia eles não voltam e tocam a tal “Hold On” junto com o cover de Crimson & Clover (hit dos anos 60, obrigada Google).
Se eles tocarem as outras dez músicas do disco em ordem já me faria bem feliz novamente.

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Sobre as meninas:

Larice (@puralorota) faz desenhos lindos (já fez alguns para as mixtapes do blog) e é tão doce quanto o Camera Obscura

Ana (@corte_aqui) tem um gosto musical incrível, mora em Seattle e escreva resenhas bacanas pra sites gringos e vez ou outra compartilha comigo da minha insônia.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

A gente já se amou tanto. Se existiram outras vidas, provavelmente eu fui o seu amor e você o meu.
Mas não é sobre esse papo Chico Xavier que estou falando.

Em algum momento eu fui teu norte e você foi meu centro, agora estamos em momentos tão distantes e tão próximos, você vê o meu caos, eu vejo o seu, a gente tenta se ajudar e, mesmo não dando muito certo, eu saio leve de cada conversa. Até quando eu não falo nada, quando eu só escuto, fico leve.
Talvez você nunca entenderá o quanto isso é importante pra mim...leveza.

Eu quero tanto que as coisas fiquem bem pra você, quero tanto que você coloque nessa sua cabeça dura que não pode ser tão dura consigo mesma. Eu sei, você sabe, mas parece que por vezes esquece de tudo o que já passou, esse tudo deveria fazer que se cobrasse menos, não mais.
Quero você bem, quero você clara, se não for pedir muito, quero você feliz.

'te mando retalhos de amor' - Caio F.

domingo, 16 de maio de 2010

Não sei se é o fato de não termos nos perdido que mais me intriga. Não posso fazer aquela típica pergunta ‘onde foi que deixamos de dar certo?’. Não posso, não tem como. Não deixamos, demos certo de imediato, nossos dias combinavam.

Sinto falta disso. Talvez seja a madrugada, a sobriedade, a música que está no repeat, ou talvez seja só saudade da sua voz, de você. Sinto falta de quando o meu dia combinava com o teu.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Dada Is Music.10 (The O.C)


Numa dessas madrugadas em claro, eu e meu primo Bruno decidimos fazer uma mixtape só com músicas de The O.C.

Tarefa um pouco complicada, levando em conta que o leque de boas músicas do seriado é grande e nossa nostalgia e sentimentalidade familiar barata maior ainda.
Tentamos não ser óbvios, deixamos algumas músicas de cenas clássicas de fora por já estarem nas Mixs oficiais (colocamos algumas, não somos de ferro).

Há um diálogo em especial que exemplifica muito o motivo de termos virado fãs da série. É muito a gente, ponto final.

Seth: De agora em diante nós não vamos nos separar. Porque juntos, somos invencíveis, mas separados...
Ryan: Pessoas são baleadas

Imogen Heap - Speeding Cars
Jet - Move On
Nada Surf - If You Leave
Super Furry Animals - Hello Sunshine
Patrick Park - Life is a Song
The Walkmen - What's In It For Me
Clinic - Come Into Our Room
Eels - Love Of The Loveless
Modest Mouse - The View
Finley Quaye & William Orbit feat. Beth Orton - Dice
Solomon Burke - Dont Give Up On Me
Squirrel Nut Zippers - Anything But Love
Syd Matters - To All of You
Ian Broudie - Song for No One
Phantom Planet - California



dadaismusic10.mp3

segunda-feira, 3 de maio de 2010

@afmurad

Adler Murad é o nome do cara!
Do centro da terra quente ele cria telas, paredes, estampas e transforma qualquer superfície que resista a uma camada de tinta/grafite/colagens.

Do gueto, do caos, do deslustre, do obscuro, do clássico, do belo, do bizarro, entre outras inspirações. Queria escrever algo mais profundo sobre o trabalho dele, mas o destino (leia-se: irresponsabilidade dos meus vinte e poucos anos) fez com que nos separássemos e, que eu só acompanhasse o trabalho dele por fibras ópticas e comentários de amigos em comum. Mesmo assim, ainda de longe, continuo achando o que achava há alguns anos; esse cara vai longe, vai engolir o mundo com seus seres caolhos e gordos, por vezes desmembrados e tortos. Não só esses seres, mas todos os outros que saíram/sairão da sua mente incrível.







Quem quiser conhecer mais do trabalho dele é só entrar nos links abaixo, neles você pode encomendar camisetas, telas, etc.

www.flickr.com/afmurad
www.flickr.com/photos/brinkscamisetas
www.twitter.com/afmurad

Ah, e essa imagem do cabeçalho do blog também é dele!

Clarice Lispector

"Brasília é construída na linha do horizonte.
Brasília é artificial.
Tão artificial como devia ter sido o mundo quando foi criado. Quando o mundo foi criado, foi preciso criar um homem especialmente para aquele mundo. Nós somos todos deformados pela adaptação à liberdade de Deus. Não sabemos como seríamos se tivéssemos sido criados em primeiro lugar e depois o mundo deformado às nossas necessidades. Brasília ainda não tem o homem de Brasília. Se eu dissesse que Brasília é bonita veriam imediatamente que gostei da cidade. Mas se digo que Brasília é a imagem de minha insônia vêem nisso uma acusação. Mas a minha insônia não é bonita nem feia, minha insônia sou eu, é vivida, é o meu espanto."

sábado, 1 de maio de 2010

Dada Is Music.9 (Los Hermanos)


Até semana passada só conhecia algumas letras dos Los Hermanos.
Até semana passada achava que eles tinham lançado três álbuns, não quatro.
Até semana passada achava que eles eram três caras, não quatro.
Até segunda-feira da semana passada. Na própria segunda baixei a discografia completa mais alguns covers de Roberto Carlos, Legião Urbana, Belchior. Só coisa fina, além de toda a beleza dos álbuns próprios.

É isso mesmo, pra satisfação dos meus amigos que sempre me indicaram ou achavam estranho o fato de não gostar da banda, está aqui todo o meu sentimento de; ‘vocês estavam certos’.

Já disse nessa semana e repito, acho até bom que tudo ocorreu agora, eu com meus 25 anos, com alguns relacionamentos já superados, com algumas coisas já bem resolvidas.

Los Hermanos é doído, é denso, mas também é calmo, sereno. É exatamente o tipo de som que gosto. O que não me traz arrependimento nenhum em ter começado a gostar só agora, no som só ter batido agora.
Tanto que, pra essa coletânea não usei nenhum tipo de critério especifico, escolhi com o coração e pronto, apesar de algumas que ficaram de fora serem muito queridas também.

Como uma recente ouvinte, não tenho noção (além de Ana Júlia e Primavera) de quais músicas são hits ou não, mas sei que as que escolhi me tocam mais que as outras de alguma maneira.

Sem mais delongas, aqui as músicas, separadas em 7 compostas por Marcelo Camelo e 7 por Rodrigo Amarante + uma em parceria dos dois.
Em parênteses, o álbum referente a cada música.


Marcelo Camelo:
A Outra (Ventura)
Adeus Você (Bloco do Eu Sozinho)
De Onde Vem a Calma (Ventura)
Fingir na Hora de Ir (Ventura)
Pierrot (Los Hermanos)
Dois Barcos (4)
Pois é (4)


Rodrigo Amarante:
Do Sétimo Andar (Ventura)
Quem Sabe (Los Hermanos)
Último Romance (Ventura)
Deixa o Verão (Ventura)
O Velho e o Moço (Ventura)
Primeiro Andar (4)

Paquetá (4)

Amarante e Camelo:
Mais uma canção (Bloco do Eu Sozinho)

dadaismusic9.mp3

Já diz a última frase da última faixa do último álbum:
'tem muito mais amor pra dar'

Não duvidem disso!